Eu a-d-o-r-o o PSP, a qualidade de som e imagem show de bola, jogos idem. Mas o grande diferencial é o pesadelo da Sony: o hacker Dark Alex. Graça à sua sapiência, o PSP tornou-se uma plataforma “quase-aberta”: o firmware foi constantemente atualizado pela Sony para tentar brecar o trabalho dos nobres colegas, mas ela sempre ficou atrás nessa corrida e Dark Alex praticamente tomou posse do destino da plataforma. Para horror da corporação nipônica, os patches de Dark Alex chegavam a demorar apenas 48hs para serem liberados, para gáudio da patuléia.
O lançamento do PSP 3000 (codinome: Brite) fechou as várias portas abertas e colocou algumas travas via hardware para que os hackers não consigam acesso “informal” ao sistema. E até agora tem funcionado bem: ninguém conseguiu chegar ao kernel e os programas homebrew não rodam mais no PSP 3k.
Isso me faz lembrar do Aibo: algum hacker conseguiu fazer um patch que possibilitava escrever novas “funções” para o cachorrinho. Atitude da Sony: ameaças e mudança de software. Resultado: consumidores insatisfeitos e decadência do produto. Claro que compreendo os motivos da Sony em não querer que espertinhos hackeiem seus dispositivos para rodar neles programas “não-oficiais”. O problema é que a imensa maioria dos PSP/PSP Slim é hackeada. Por causa dessa “base instalada”, a Sony não pode depender de certificação de autenticidade de jogos via hardware. Pelo menos por enquanto …
Fica a pergunta: até que ponto a defesa (legítima) da propriedade intelectual das empresas impede as inovações dos consumidores ???
Ou dito de outra forma: os executivos da Sony leram “Wikonomics” ??? (rs)







