27/12/08: Recesso do Ideia Forte
Voltamos depois das festas
Até 2009 !!!

Voltamos depois das festas
Até 2009 !!!

É Natal, tempo de generosidade e fartura. Mas em época de subprimes de borracha, bolhas esfaceladas e pirâmides caídas, o bom velhinho deve estar com suas barbas de molho.
Afinal como diziam os Garotos Podres:
Papai Noel velho batuta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo!
Aquele porco capitalista
Mas não devemos cuspir em tão ilustre laponiano. Devemos cuspir nas COISAS, no plástico, no enlatado, no hypado e consumido. Devemos por certo torcer por Obamamarauma, que ele seja o Homem Gol, o Golden Man, que represente a mudança que todos desejamos, por certo o que os laponianos também desejam.
E para deixar as COISAS em seus devidos lugares, publico meu último post do ano, desejando menos COISAS e mais ALMA para a família IDÉIA FORTE com a minha fé, de irmão, e de camarada, para toda e qualquer jornada! PAZ.
O filme documentário “The Story of Stuff” mostra em 20 minutos como a economia mundial, movida pela máquina consumista americana, transformou a vida no mundo, dando uma rápida e precisa visão do colapso do modo de vida contemporâneo. Quem me mandou foi o Edu Pupo. Valeu truta !!!
E de quebra vai a própria “Papai Noel o velho batuta” acústico comportado … Feliz Natal … Ho Ho Ho!!!!
E também num momento mais infernal, com sua tradicional podreira garotinha.
Editado por athalyba 25/12 às 12h30m: acho que o Edu Pupo tb lê o Idéia Forte e viu esse post sobre o “Story of Stuff” … Apesar de figurinha repetida não completar o álbum, pelo menos a dica do Edu está legendada e não com a dublagem tosca que nós apresentamos. Mas blz, isso acontece com um blog atualizado diariamente
É isso ae !!! Rou, rou, rou pra vcs !!!
Os malucos da agência AKQA tiveram uma idéia no mínimo curiosa: usaram 49 fornos de microondas e, sincronizando os timers, fizeram a traquitana “tocar” Jingle Bells. O resultado não é aquela maravilha, mas o filme é bem simpático ao mostrar o trampo que deu pra fazer o filmete. Mas pra que atentar à esses detalhes ??? Além dessa agência ser considerada a melhor do ano, simultaneamente nos EUA e na Inglaterra, é tempo de Natal, caramba !!!
Deixem o criticismo de lado e entrem no clima
via Core77

Foto: Paulo Liebert/AE
Beleuza, libertaram Caroline Pivetta. Após umas idas e vindas e 55 dias de cana, Caroline foi libertada. Midiaticamente, creio que esse seja o fim da linha desse episódio, que caminha para o esquecimento.
Restou, porém, uma dúvida que define a correta abordagem sobre a questão: como fica o pixo ??? Desde o ataque à Choque Cultural, culminando com o ataque à Bienal, ficamos de olho nessa questão que, pelos comentários dos posts, parece que nunca será digerida por boa parte da população de São Paulo (aqui e aqui).
A questão é que o pixo existe, e faz muuuuuuuito tempo. É uma manifestação cultural e ponto. Vocês podem concordar ou não com sua validade baseados nos ataques que as paredes e/ou senso de estética sofrem com ele, mas o fato é que o pixo define a paisagem urbana de São Paulo *tanto qto* o grafitti. E o pixo tem sofrido as tranformações trazidas pela internet: egocentrismo, exarcebação dos ânimos, banalização. Mais: como todos que foram recentemente incluídos digitalmente, não sabem/querem usar a Net para procurar informações: é MSN e Orkut. No máximo, Wikipedia. A discussão sobre a invasão da Bienal espelha uma faceta desses urbanóides: vagas noções do posiocionamento político de suas ações e uma vontade de ser conhecido a empurrar para frente. Claro que o espírito original do pixo ainda existe: a conquista do território urbano, sua própria marca na massacrante pasteurização humana da metrópole. Dizer que não existe conceituação por trás do pixo é um reducionismo.
Com a palavra, a Caroline:
No final, apenas duas pessoas salvaram a Bienal da total irrelevância: Maurício Iânes e Caroline Pivetta. Ambos são complementares: enquanto um personificou a motivação artística, a outra levou uma manifestação social incompreendida para dentro da exposição.
Uma curiosa relação: o povo que foi ver a exposição não se importou com um homem nú exposto (dado o número de crianças, alguém poderia invocar o Código da Criança e do Adolescente, e melar a coisa toda), e cumpriu sua parte levando mais do que Ianês esperava, tanto em víveres como em modos de interação. A outra parte (a curadoria da Bienal) não quis saber de interagir: baseados na falsa premissa de proteção de um bem público, não souberam ser flexíveis como Ianês e mandaram ver num Boletim de Ocorrência. Pior. Quando a coisa tomou maiores proporções, com agitações no meio artístico alavancadas pelo irrepreensível Antonio Peticov, eles se apequenaram mais ainda, atrás de notas lacônicas para a impresa e agendas lotadas para todos. Sem contar que eles sabiam que estava havendo uma movimentação, mas o preconceito com o pixo os fez perder a oportunidade única de debater essa manifestação. Marcel Duchamp ??? Não creio que tenham compreendido a proposta dele …
Resumo: o povo se encheu de arte, a Bienal se esvaziou de juventude e voltou ao vazio.
Editado por athalyba, 22/12, 7h30: Nosso querido leitor Felippe de Paula estava lá no momento do ataque e nos mandou uma série de fotos inéditas. Logo após o clique !!!
Videoclipe nervoso do The Bloody Beetroots , dance-core-eletro-etelic-bad-trip.
Resumindo: muita cachaça, muita muié e todo mundo doidão. Desfrutem.
CORNELIUS from borntofilm on Vimeo.
Carregar o peso cultural da Bahia é soda … É como se fosse um tipo de determinismo: se não for Tropicália, será axé ou música de micareta-pegação. Óbvio que sempre existem os que remam contra a maré na Bahia de Todos os Santos, e Pepeu Gomes, mesmo que bem intregrado à paisagem mainstream da suposta MPB e ainda sem um trabalho autoral desde 1999, sempre manteve uma coerência musical com a guitarra. Sempre gostou de música instrumental e curtia um certo peso. Eu estava no primeiro Rock in Rio e ví, ninguém me contou: o som estava alto e pesado, e o sujeito tocou até Jeff Beck !!! Claro que quando abriu a boca pra tocar “Raio Laser” foi mal (rs), mas ele deixou uma impressão que apesar de estranho, casado com uma mulher estranha e filhos com nomes estranhos, até que tinha uma certa pegada forte de guitarreiro … Ele se recolheu, é verdade, mas seu legado sempre esteve por aí …
Junte-se a isso a tradição da guitarrinha baiana de Dodô e Osmar, e do herdeiro Armandinho, e pronto: uma forte cultura de guitar heros baianos, sincréticos, misturando o rock instrumental com o carnaval e o afoxé.
Pepeu e a guitarrinha bahiana, no final das contas, inspiraram (mesmo que não musicalmente) a formação de novos nomes locais, como Retrofoguetes, Ladrões de Bicicleta e Lampirônicos.
Longa vida a Pepeu Gomes. E que ele não mude de nome (rs)
Imagina só, tem gente achando que light drawing é algo novo !!!
Pablo Picasso já fazia isso em 1949. Quer ver mais é só colar aqui.

Ahhh … quem andava de BMX nos 80’s vai gostar deste post … quem não sonhava em ter aquelas plaquinhas de competição … pois é, a Nike foi lá e fez uma exposição.
LIGHTNING BOLTS presented by Nike 6.0 and ARF from Glenn PP Milligan on Vimeo.