É absolutamente incrível a incapacidade das corporações em geral para dialogar com o público que surgiu na internet … Vejam o caso da Volkswagen do Brasil: um sujeito chamado Décio Oliveira coleciona carros e por isso seu irmão mais novo (Du Oliveira) também é um aficionado. Mas é como dizainer, e não como colecionador, que ele exprime seu amor pelos automóveis, fazendo ótimas releituras de carros clássicos nacionais. Pois bem, o Irmão do Décio recebeu uma carta enorme e ameaçadora do germânicos.
Vendo os resultados das releituras no site dele, ficou claro pra mim: o que moveu os advogados da Volks foi o corporativismo. Explico: os advogados viram que o sujeito sozinho vale uns 10 dizainer da montadora. Condoídos da possível demissão dos colegas (e sem mais p*rra nenhuma pra fazer) nossos bravos causídicos e rábulas corporativos partiram pro ataque, ameaçando fazer isso e aquilo caso ele não tirasse as imagens de suas releituras do carros da Volks.
Como não vale a pena gastar dinheiro pra se colocar contra, ele tirou as fotos do seu blog. E anunciou que os carros da Volkswagen tb não vão entrar mais nem no blog nem na garagem dele (palavras do próprio e minhas tb), já que é assim que empresas burras devem ser tratadas: com desprezo e anti-propaganda de seus produtos …
Marketing social ??? Web 2.0 ??? Conteúdo gerado pelo consumidor ??? Pra que isso, né ??? Afinal, tem um monte de consumidor por aí, pra que se preocupar com os que reclamam, certo ???
Quando o conceito é forte, sempre sai coisa boa. O clipe de “Everytime”, da banda Oi Va Voi foi todo produzido com tiras cortadas dos frames impressos do vídeo, utilizando uma daquelas máquinas de picotagem para documentos.
Os frames foram depois remontados em diferentes configurações e fotografados novamente para a montagem em stop motion.
Para o lançamento de seu novo televisor Cinema 21:9, com 56 polegadas super panorâmicas numa proporção similar ao das telas de cinema, a Philips criou um vídeo interativo de tirar o fôlego, num super plano sequência de uma cena extremamente complexa, mas com toda a ação congelada no tempo.
O filme intitulado Carousel é uma verdadeira homenagem ao cinema, com extras interativos dentro das cenas, com depoimentos dos responsáveis pela cinematografia, direção e finalização, da equipe da produtora Stink Digital. A criação é da agência Tribal DDB Amsterdam.
É quase inacreditável que estes filmes sejam peças de publicidade, arriscando, ousando e inovando num mercado preguiçoso e medroso, repleto de déjà vu.
Os três filmes para o jogo Scrabble da Mattel tiram o fôlego, com ótima animação e trilha, num ritmo alucinante e psicodélico. A criação é da francesa Ogilvy & Mather e produção da Wizz.
Se eu pudesse eu faria uma propagando do Johnnie Walker com estes caras, heróis das artes e do design. Que amam sua arte e seu trabalho, Gepetos contemporâneos, Chaplins analógicos de nossos tempos modernos.
O video produzido pelo site Cool Hunting mostra a arte e o trabalho da Gráfica Fidalga, que imprime lambe lambes artesanalmente em uma prensa alemã de 1929.
O designer australiano Rhett Dashwood gastou um bom tempo durante o último ano praticando um onanismo de bits e pixels, fuçando imagens no Google Maps no estado de Victoria, na Australia, atrás de formações naturais e construções que compusessem as letras do alfabeto. Gozem de sua Arte!
Fantástico. O clipe de Moray McLaren, ‘We Got Time‘, produzido por David Wilson é pródigo em sua pesquisa, em sua execução e em seu conceito.
Remetendo à história do cinema, foram usados praxinoscópios, primos dos zoetropios e kinetoscópios, aqueles mecanismos giratórios que produzem efeitos óticos de animação. Todo o filme foi feito em live action, tudo foi fotografado, não há computação gráfica.
O making of, explicando o processo de produção é tão bom quanto o clipe.
Liberdade de expressão, misturada com reality show, plano sequência e pegadinha viralizante no final. O clipe de Matt and Kim, “Lessons Learned” usa de tudo isto para criar um fato novo, indo além do que Spike Jonze fez no já clássico clipe de “Praise You”, do Fat Boy Slim.
Pode-se discutir a qualidade cinematográfica, se não há uma simplificação generalizada na linguagem, mas a atitude é POP, o cenário é Times Square em NY, e é isso o diferencia artistas de wannabies.
Enquanto nossos amigos vivem a febre das Fixed Gear, com nosso chapa Juiceman trocando figurinhas com a Mary Moon na MTV, tem louco literalmente subindo (e se jogando) pelas paredes, num estilo le parkour ciclístico, como Danny MacAskill, da equipe Inspired Bicycles.